quarta-feira, 29 de junho de 2016


Verdades de Helena


 

Era uma vez uma moça chamada Helena.

Helena só podia amar quem podia admirar.

Helena não era um produto,

Em seu coração não haviam etiquetas.

Helena não podia amar homens comprometidos,

Pois não podia admirá-los.

Helena não sabia usar pessoas.

Helena só sabia amar a essência de corações verdadeiros.

Helena havia se iludido com as aparências,

Pois vivenciou abusos e inúmeros dias de solidão

acompanhada em um lindo castelo.

Helena contemplou o príncipe se transformar em um monstro.

Helena viu seus sonhos de menina serem destruídos

Por um coração impiedoso.

Helena aprendeu que a vida é efêmera demais para ser desperdiçada

Com pessoas de mentira.

Helena optou por viver verdades e desfrutar da paz

de sua própria companhia e identidade.

Helena compreendeu que para conhecer o verdadeiro amor, 

Antes é preciso se desfazer dos falsos.

Helena entendeu que só vale a pena o que é verdadeiro,

Pois o verdadeiro é eterno, é sem temor, é mútuo,

 é livre- arbítrio, é amar sem dor.

Helena hoje só quer o compatível, o afim, a linguagem idônea de sua alma,

A canção perfeitamente adequada às batidas de seu coração.

Hoje, Helena só quer a paz que vem do afeto, que nasce da essência

de um coração sem máscaras.

srtapry